domingo, 16 de abril de 2017

CRÔNICAS

CRÔNICA DIGITAL

Crônica do nosso colaborador Luiz Miranda.
Texto com a sensibilidade de quem acredita na cura da humanidade.



NENHUMA FORMA DO MAL, VALE A PENA



            Desde sempre, procuro entender o comportamento humano. Busco através de muitos diálogos, de pesquisas, de conceitos religiosos, valores etc., compreender o porquê, de certas pessoas, terem o prazer de prejudicar ao seu semelhante.
            A cena que vi hoje me deixou perplexo , indignado , triste. Para alguns, pode parecer uma cena comum, corriqueira e até engraçada. Estranho, como certas pessoas riem do que é feio !
            Alguns, poderão até dizer : “ahh isso é comum. Deve ser coisa de criança ou de alguma pessoa sem noção.”
            Pra mim, não!
            Sendo criança ou um adulto sem noção, foi um comportamento desumano, fruto de uma educação errada. Ou melhor, falta de educação e de respeito ao seu semelhante. Um corpo sem alma, sem amor, sem compaixão...
            Já vi tal comportamento em outros lugares, tais como : bares, restaurantes, casas de show . O que não me deixou de ficar tal qual, indignado. Não, não sou um paladino da moral e dos bons costumes. Sou um ser em evolução. Portanto, tenho minhas limitações, cometo erros, tenho vícios, fraquezas, raiva e tantos outros sentimentos, inerentes a raça humana. Agora, prejudicar intencionalmente o meu semelhante, isso nunca!
            E foi o que vi! A intenção explícita de prejudicar, quem chegasse depois!
            Escrevo aqui, o que vivenciei no Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro. Um lugar que recebe centenas de pessoas, vítimas dessa doença que tem ceifado tantas vidas. Um lugar, onde profissionais se desdobram para dar aos pacientes, o melhor em termos de tratamentos clínicos e psicológicos. Um lugar, que tem salvado e salva, tantas pessoas. Pra mim, um ‘lugar sagrado’. E foi nesse lugar, mais precisamente, na sala que se aguardam as visitas, que precisei usar o banheiro. Chegando lá, encontrei o vaso sanitário totalmente obstruído por uma quantidade enorme de papel higiênico sem ter sido usado. Chamei o segurança e lhe mostrei o ocorrido. Ele, consternado, me disse: “ ­­– Senhor, peço desculpas pelo transtorno. Isso acontece com frequência aqui. Já vou chamar o pessoal da limpeza para resolver.”
            Em poucos minutos, lá estavam os “Anjos de Deus”, executando a nobre tarefa de manter limpo, o que, almas desajustadas e perversas, insistem em sujar.
            Encerro aqui, minha experiência de hoje. Mais do que nunca, confiante na evolução da raça humana e grato a Deus, por reforçar em meu espírito, a certeza de que, por mais que o mal insista em nos atormentar, o bem prevalece de forma magnânima e vitoriosa!



* Você que tenha sua crônica, envia para nós, teremos o maior prazer em Mostrar Você!
            
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